Com a soma de artistas pretas, a primeira edição do Punanny Sound System foi celebrada em Santos, no Instituto Procomum. O projeto-pesquisa idealizado por Afreekassia, propõe relações femininas em movimento com a arte e universos que conectam mulheres negras em sua cidade. A produção da festa foi por conta da própria família, Claudia (mãe) e Maria Clara (irmã), que firmaram o espaço com uma decoração chique e brilhante! O evento enaltece essas produções e evidencia a energia feminina dentro e fora do sound system.

Afroteoria das cores constou com presença marcante, relacionando sensações, histórias e ancestralidades com a estética da cor. Para participar da ação, era necessário escolher uma das cores, tirar fotos e descrever a relação dela na sua vida, um resgate de memória afetiva. “Afroteoria das cores dialoga e traz o prisma de cores assim como Da Vinci e Newton de uma maneira invertida, para uma perspectiva humana e afrocentrada. Traz a mulher negra e sua pele preta enquanto protagonista de todas as cores e de manifestação total de luz, ao contrário dos objetos na teoria.”, afirma Thayná Prado, autora do projeto.

Mariana Rodrigues é artista visual e somou com uma live painting finíssima durante o evento. Com muita harmonia e intuição, seu trabalho atravessa narrativas pessoais do abstrato ao espiritual em ótima composição e equilíbrio. 

A ideia foi dada também por Ana Be, radialista que fez um podcast costurando histórias que compõem os espaços que ocupamos, importância da autoafirmação e reconhecimento de mulheres negras em sociedade.

Vitória Nagô passou a visão sobre a cultura de dance hall jamaicana e suas variações, além de uma liberdade e acesso ao próprio corpo de rara frequência nos nossos dias, firmando o poder e energia das Punannys, energia gigante! A aula de dance hall queen style contou com uma selecta feminina, desafiando todos os corpos disponíveis a rebolar a raba.

O espaço também recebeu a exposição da Afreekassia e um altar para reverenciar as preciosas Punannys. Uma celebração de resgate, liberdade e cura feminina, que possivelmente só se dá por mulheres pretas. O público, predominantemente feminino e local, fortificou a ideia e essência do projeto, evidenciando a união e conexões pretas de Santos.

 

 

 

 

 

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