DELLACROIX é preta, periférica, travesti, multi-artista e voz emergente do queer rap nacional. Transborda as classificações de gênero e também artísticas, ao espalhar sua resistência em diferentes linguagens: música, dança, performance, moda, discurso, fervo & atrake.

Sua carreira como rapper no cenário do queer rap paulistano deslanchou em 2017, e desde então acelera exponencialmente. A tr4va porreta lançou em abril o single PRETA, em parceria com seu DJ e produtor musical, SKY, somando com os outros dois singles #SóTr4vaPorretaÉ ft. Alice Guél e QUEBRada (que já conta com mais de 17 mil streams no Spotify). No momento, se prepara para lançar no segundo semestre, seu primeiro álbum visual DLCRX que contará com prod. de SKY, Sijeh & André Papi e parcerias que vão desde a deusa TRAVESTI, Alice Guél, ao rapper de Alagoinhas, Hiran.

“Esse vídeo-manifesto é resultado das minhas experimentações audiovisuais que tem perpassado meu trabalho atualmente. Grita o poder das corpas PRETXS das TRAVESTIS, tentando unir rima, discurso, vivência, emPODERamento, poesia, música, performance..” – diz a artista.
Dirigido e roteirizado pela própria DELLACROIX, o teaser conta com co-direção de João GQ (o mesmo que assinará direção exclusiva de seu álbum visual), tem como trilha as rimas presentes em PIMENTA, parceria com a cantora Malka.

O mini-clipe foi lançado na terça-feira (31) oficialmente pela empresa PAJUBÁ – “Ela nos presenteou com esse vídeo-manifesto experimental sobre existir travesti preta em um mundo onde os espaços de decisão ainda são brancos e cisgêneros.
Vamos fortalecer, ouvir e agir. Quanto mais travestis, população negra, pessoas com deficiência, LGBTIs nos espaços de produção de imagem, mais reflexão e menos assédio nos espaços laborais” – diz Ariel Nobre, integrante da empresa, nas suas redes sociais.

“povo indelinquente, parem de matar a gente
assunto URGENTE, genocidio preto vende!”

“Mc DELLACROIX, travesti preta no rap rimando só pra incomodar” como ela mesma costuma se apresentar e se fazer presente em palco, carregando um discurso no rap que grita as denúncias das corpas pretas e travestis da periferia. Criando questionamentos a cerca da realidade que muitas travestis vivem ainda hoje no país que mais mata pessoas T no mundo.
“É sobre o que os nossos corpos tem a oferecer e causar na sociedade. Estamos virando estatísticas e sobre o quanto a nossa vida é inimiga do tempo.
A justiça e a liberdade dos nossos corpos grita as injustiças e barreiras que enfrentamos em sermos quem somos e carregando essas marcas todos os dias, indo e vindo pela sociedade.
Não queremos mais migalhas, estamos exigindo REPARAÇÃO HISTÓRIA E ALTERNÂNCIA DE PODER!” – conclui a MC.

MATHEUSA PRESENTE!
MARIELLE PRESENTE!
DANDARA PRESENTE!

Direção, fotografia, edição: Cecília Da Silva Dellacroix & João GQ
Part. especial: Haroldo e Veniccio Barbosa
Letra: Mc DELLACROIX
Gravação: Malka (3db Audio)
Dir. Musical: Sijeh
Prod. Musical e finalização (mix & master): SKY
AGRADECIMENTOS:
3dB Áudio
Pajubá, Diversidade em Rede

 

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