Ruptura Marginal acontece quando pessoas marginalizadas conseguem ascender e romper com os estigmas e convencionalidade em espaços excludentes, que não inspira pertencimento. Como quando uma mulher trans consegue passar num processo seletivo e se vê dentro da universidade. Quando um garoto de periferia desvia do tráfico encontrando outras formas de sustento e sobrevivência ultrapassando expectativas do seu entorno! Ou quando um homem gay, constantemente afetado por dogmas cristãos que demonizam sua existência, faz músicas questionando e provocando estes mesmos símbolos que um dia marcaram seu corpo.

Ruptura Marginal é a celebração da existência em qualquer espaço ou gênero musical.
Com o intuito de tirar o ouvinte da zona de conforto, o EP de rap passeia entre gêneros como pop experimental e “R&B”, entregando seis faixas que tocam as mais diversas feridas: fé, violência, relacionar-se, depressão.

“Pai nosso me proteja,

Juro que não to querendo exagerar

Mas a cada esquina que eu ando

pode ter um louco, em seu nome,

querendo me esfaquear”

O projeto de autoria de Vennuz MC, conta com a produção de Martin Beatz (Balneário Camboriú), Zaia Beats (Sorocaba), e Gustavo Gonzo (Sorocaba).

Guilherme André, conhecido como Vennuz MC, utiliza da linguagem do rap como um resgate à liberdade de expressão e existência. Através da sua poética provocativa, debochada e irreverente, Vennuz MC faz do rap uma plataforma de combate e resistência, passeando entre a sexualidade, a fúria e acidez. 

Seu foco enquanto artista é amplificar sua voz e mensagem para o maior número de pessoas possível.

“Houve um processo de mais ou menos 6 meses para esse projeto ser finalizado. Ele pegou o finalzinho da minha estadia em São Paulo e o começo da estadia em  Sorocaba, que é onde eu vivo atualmente. A princípio, esse era um disco que abordaria somente depressão, ansiedade e alcoolismo. Mas  decidi mudar o foco porque percebi que aquelas letras não incentivavam melhora pra ninguém, nem mesmo para mim. Voltar pro interior foi ótimo para minha saúde mental. Alterei o conceito de algumas letras, mantive o conteúdo denso, mas acrescentei um toque de entretenimento. Esteticamente, eu me agarrei com a cor amarelo. Eu quero fazer o máximo de alusões a essa cor, pra eu lembrar que eu não posso pensar em desistir da  minha vida novamente. Para mim, amarelo remete a sol, sol remete a luz, e luz é o que todos nós precisamos para sair do fundo do poço.”

@vennuzmc

Ouça Ruptura Marginal na sua plataforma digital preferida.

 

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