A sigla utiliza redefinição de palavras  comum no movimento LGBTI. “Bitch’s”, em português “vadias”, transmuta  o “xingamento” para o sentido de empoderar todos os seres que são colocados como “vadias” ao exercer a liberdade de seus corpos. Seguida pela gíria “Lacradoras” completa o sentido positivo da palavra. “Unidas” “Na” “Taba” em conjunto a letra da música “Bitch’s Lacradora Unidas Na Taba” ou apenas B.L.U.N.T, pede que  esqueça as convenções e se permita viver sem limites.

O som é um convite para você se permitir e desprender-se de conceitos pré estabelecidos em nossa sociedade, criando analogia a “brisa” da cannabis, a liberdade dos pensamentos.

Por ser um pudor cultural enraizado, recebemos apenas informações já idealizadas sobre o uso da maconha, gerando: desinformação em massa, consumo excessivo, criminalização,  inserção de substâncias não naturais na erva, mas não, o fim de seu consumo.

“Clica, clica, posta no insta / Basic bitch’s não entendem a pira (…)  / La, lá, lá, lá, lá /  Vem colar com o bonde e ver que  a gente é livre”

Siamese crítica a todos que pré determinam a maconha de consumo unânime da comunidade preta, artística e/ou menos favorecida.

A produção do vídeo foi composta por produtores e artistas do Paraná, todos residentes e atuantes na cena artística curitibana. A iniciativa e idealização partiu de forma independente por colaboração entre os envolvidos.

Siamese já está em processo de criação do seu próximo EP + singles de lançamento independente. O artista promete para este próximo trabalho uma nova perspectiva sobre sua dualidade e parcerias com artistas tanto da cena paranaense quanto do cenário nacional, sendo alguns nomes já confirmados: Enme Paixão (MA), Danna Lisboa (SP), GEO (SP), Raphael Warlock (SC), Tuyo (PR), Rodrigo Zin (CWB).

Siamese com sua vivência de um ser Afro-LGBTI utiliza de sua poética  como forma de exteriorizar uma exigência de respeito as diversidades sociais, deixando de lado a superficialidade e a romantização exagerada da militância.

Artistas como Siamese  tornam-se relevantes na formação de registros históricos da comunidade preta, LGBTI’s e artística paranaense, abrindo possibilidades para a movimentação da cena artística.